Ciência e Saúde
Os ingressos para a empreitada custam cerca de R$ 1 milhão. Virgin Galactic inaugura primeiro aeroporto espacial comercial do mundo A Virgin Galactic, empresa de voos espaciais que está desenvolvendo espaçonaves comerciais para turismo intergalático, está planejando seu primeiro voo de teste para o mês que vem. Caso a missão seja bem sucedida, a empresa pretende realizar a primeira viagem de turismo espacial suborbitais com a nave SpaceShipTwo no início de 2021, com o fundador da companhia Richard Branson. Um voo suborbital é um voo espacial em que a nave atinge o espaço ultrapassando os cem quilômetros de altitude e retorna para à Terra. Em alta velocidade, a gravidade é reduzida por alguns minutos. Turismo brasileiro tem prejuízo de cerca de R$ 182 bi e já perdeu 446 mil postos de trabalho, diz CNC De acordo com o portal CNBC, o voo de outubro será o primeiro de dois que a empresa planeja realizar para finalizar os testes. SpaceShipTwo, nave da Virgin Galactic que levará turistas ao espaço Divulgação Se tudo correr como planejado, a Virgin Galactic vai ser a primeira empresa privada a levar turistas ao espaço. Segundo a empresa, cerca de 600 pessoas já compraram ingressos para viagens, inclusive celebridades como Justin Bieber, Leonardo DiCaprio, Tom Hanks, Katy Perry e Ashton Kutcher. Os ingressos para a empreitada custam cerca de R$ 1 milhão. Em 2019, o banco suíço UBS divulgou um relatório estimando que o turismo espacial poderá se tornar uma indústria de US$ 3 bilhões nos próximos 10 anos. VEJA MAIS VÍDEOS DE VIAGEM E TURISMO
Pesquisa foi conduzida pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis. Ela ainda não passou por revisão de pares e nem foi publicada em revista científica. Estudo brasileiro indica que quem teve dengue pode ter anticorpos contra o coronavírus. Reprodução/ TV Globo Lugares em que grande parte da população contraiu dengue no ano passado e no começo deste ano demoraram mais tempo para ter transmissão comunitária exponencial da Covid-19. Além disso, registraram números menores de casos e de mortes causadas pelo novo coronavírus, indicando uma possível interação imunológica entre os dois vírus. A conclusão é de um estudo liderado pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis, professor catedrático da Universidade Duke, na Carolina do Norte, que desde o início da pandemia se dedica a estudar o comportamento do coronavírus no Brasil. O estudo foi enviado a um repositório de pesquisas a serem publicadas em revistas científicas e ainda não foi revisado por pares. Vacina BCG será testada contra a Covid em estudo da Fiocruz Estudo investiga por que algumas pessoas têm defesa contra a Covid mesmo sem terem sido infectadas De acordo com Nicolelis, a pesquisa indica que também há a possibilidade de que vacinas aprovadas ou em desenvolvimento para a dengue possam provocar alguma forma de proteção contra o novo coronavírus. Estudo sugere que Dengue pode fornecer anticorpos para Covid-19 "Essa descoberta surpreendente levanta a intrigante possibilidade de uma reação cruzada entre o vírus da dengue e o SARS-CoV-2. Se comprovada correta em futuros estudos, esta hipótese pode significar que a infecção pela dengue ou uma eventual imunização com uma vacina eficaz e segura para dengue poderia produzir algum tipo de proteção imunológica para SARS-CoV-2, antes de uma vacina para SARS-CoV-2 se tornar disponível", diz o estudo, visto com exclusividade pela Reuters. O pesquisador ressaltou, em entrevista exclusiva à Reuters, que já existem trabalhos mostrando que pessoas que têm sorologia positiva para dengue testam positivo para coronavírus sem ter coronavírus, sugerindo que essas pessoas produzem um anticorpo que age nas duas doenças. Vacina com 50% de eficácia já ajudaria, diz cientista-chefe da OMS "Isso indica que existe uma interação imunológica entre os dois vírus que ninguém poderia esperar, porque os dois vírus são de famílias completamente diferentes", afirmou. Diminuição da dengue, aumento do coronavírus O estudo aponta uma significativa correlação negativa entre incidência, mortalidade e taxa de crescimento da Covid-19 e o percentual da população com níveis de anticorpos IgM para dengue nos estados do Brasil, país que tem o terceiro maior surto de Covid-19 no mundo, com mais de 4,5 milhões, e o segundo maior número de mortes da doença, com quase 137 mil. A observação foi feita por Nicolelis e sua equipe ao elaborarem um estudo sobre a disseminação geográfica da Covid-19 no Brasil e o papel das rodovias como fator de distribuição de casos. O cientista percebeu vazios de casos no mapa em determinadas regiões do país sem explicação aparente, e partiu em busca de possíveis explicações. A resposta, segundo Nicolelis, apareceu ao analisar a distribuição geográfica dos casos de dengue no Brasil em 2019 e 2020, que ocupavam exatamente os buracos no mapa de casos da Covid-19. As curvas de casos das duas doenças reforçaram a descoberta, uma vez que o surto de dengue entrou em declive acentuado no país no mesmo momento da disparada do novo coronavírus. "Foi um choque, foi um acidente total. Em ciência isso acontece, você está atirando para um lado e acerta no alvo que você nunca imaginou que iria atirar", disse o pesquisador sobre a descoberta. "Fui olhar no Ministério da Saúde se tinha alguma explicação para essas coisas estranhas, se tinham outros indicadores de doenças que eu não estava percebendo, e de repente encontro o mapa de dengue de 2020 do Brasil. Eu peguei o mapa de casos de coronavírus e coloquei lado a lado com o mapa de dengue, e encontrei o que a gente chama de distribuição complementar: regiões com pouco coronavírus estão cheias de dengue." Estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que tiveram alta incidência de dengue no ano passado e no começo deste ano, levaram muito mais tempo para atingir um patamar de elevada transmissão comunitária de Covid-19 do que estados como Amapá, Maranhão e Pará, por exemplo, que tiveram poucos registros de dengue no mesmo período, de acordo com o estudo. Enquanto o Amapá levou cerca de 60 dias para chegar a 500 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes, o Paraná levou mais de 120 dias. Em comparação, o Amapá tem incidência de 5,4 casos de dengue por 100 mil habitantes este ano, enquanto o Paraná tem a maior incidência do país, com 2.295,8 casos por 100 mil. Vírus competem pelos mesmos suscetíveis O estudo pondera, no entanto, que em regiões com alta densidade demográfica há uma prevalência da Covid-19 mesmo quando há uma alta incidência de dengue. "Os nossos resultados epidemiológicos sugerem a hipótese, que ainda precisa ser testada amplamente, que o SARS-CoV-2 compete com o vírus da dengue pelas mesmas pessoas, pelo mesmo pool de suscetíveis. Como o SARS-CoV-2 é transmitido homem-homem, ele teria uma grande vantagem para ganhar esta competição, em relação à dengue, que depende de um mosquito", disse Nicolelis, lembrando que a pesquisa se trata de um estudo epidemiológico, sem ter sido realizado qualquer estudo sorológico. A pesquisa aponta dados do Ministério da Saúde que mostram que os casos de dengue no Brasil, que começaram o ano em um ritmo muito mais acelerado do que em 2019, tiveram uma queda brusca a partir da semana epidemiológica de número 11 (encerrada em 13 de março), no mesmo momento em que houve uma aceleração dos casos de Covid-19. Mais do que isso, o surto de dengue se encerrou no país semanas antes do que no ano anterior, enquanto a Covid-19 avançava. "Ainda de acordo com a nossa hipótese, à medida que o coronavírus se espalhou mais rapidamente e infectou mais gente, sobrariam menos pessoas para serem contaminadas pelo vírus da dengue, e isso poderia explicar a queda repentina da curva de dengue este ano que ocorreu em todo o mundo", disse, minimizando a posição oficial das autoridades de saúde que apontam para possível subnotificação de dengue devido à pandemia. Outros países com surtos de dengue Para validar a observação feita no Brasil, Nicolelis expandiu a análise da correlação entre dengue e coronavírus para outros 15 países da América Latina, África e Ásia, e o comportamento se repetiu, segundo ele. Como exemplo, o pesquisador cita cidades a mais de 2.000 metros de altitude --onde não há dengue, uma vez que o mosquito transmissor não atinge esta altitude-- como locais com grande incidência de casos de Covid-19. "Quando a incidência de Covid-19 versus a incidência de dengue em 2019-2020 foi plotada para esses países, nós novamente obtivemos uma significativa correlação inversa exponencial. Em outras palavras, quanto mais casos de dengue um país teve durante a epidemia mundial de dengue em 2019 e nos primeiros meses de 2020, menos casos de Covid-19 o país registrou até julho de 2020. Basicamente, isso foi muito similar aos resultado obtidos usando dados para os estados brasileiros", afirma o estudo. Como outra forma de controle do estudo, a equipe de Nicolelis também comparou as estatísticas de Covid-19 com os dados de chikungunya — doença também transmitida pelo mosquito Aedes aegypty — no Brasil, e não houve qualquer correlação, segundo ele. Uma vez que ainda não há tratamento ou vacina disponíveis para Covid-19, Nicolelis defende que seu estudo pode abrir as portas para uma possível forma de combater a pandemia. "Evidentemente que este é um estudo preliminar do ponto de vista do que fazer, mas ele abre uma porta que pode ser rapidamente explorada, e se ela for verdadeira, você pode ter um grau de proteção para coronavírus se você teve dengue ou se você é imunizado para dengue. Eu não sei dizer qual é a porcentagem, mas ela é suficiente para aparecer nesses gráficos. Alguma coisa existe", afirmou. VÍDEOS: novidades sobre a vacina contra a Covid Initial plugin text
Em mais uma postura cujos ganhos políticos não parecem evidentes para analistas, americano tem desafiado publicamente fatos — que, segundo pesquisas de opinião, parecem mais importantes para a população do que para seu próprio presidente. Para analista, Trump deu um passo 'além da sua linha usual' de ataques à ciência Sarah Silbiger/Getty Images/AFP Presidentes que buscam a reeleição costumam confrontar seus rivais políticos. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem optado por, em vez disso, confrontar a ciência. Dois sinais claros dessa atitude desafiadora foram expressos na última semana, a menos de 50 dias da eleição de 3 de novembro. Na quarta-feira (16), Trump contradisse publicamente o diretor dos Centros de Controle de Doenças (CDC) — que havia descartado que uma vacina contra o coronavírus pudesse estar amplamente disponível antes de meados de 2021 e disse que o uso de máscaras pode ser mais eficaz em prevenir infecções do que uma eventual vacina. "Ele cometeu um erro", disse o presidente americano sobre as duas considerações do doutor Robert Redfield. O presidente insistiu, em uma coletiva de imprensa, que uma vacina contra a covid-19 poderia ser anunciada em outubro ou "um pouco mais tarde" e estaria disponível ao público "imediatamente". Poucos dias antes, Trump se recusou a admitir que os grandes incêndios na costa oeste do país estão ligados às mudanças climáticas, como afirmam vários cientistas. "Não acho que a ciência saiba" , disse o presidente durante uma visita à Califórnia na segunda-feira (14), sugerindo que em breve o clima começaria a esfriar. Esses comentários afrontosos em relação ao conhecimento científico são considerados incomuns até mesmo para um presidente como Trump, que tem um longo histórico de discordância com especialistas em assuntos como o coronavírus ou as mudanças climáticas. "É um passo além da sua linha normal, e sua linha normal já é muito extrema", diz W. Henry Lambright, professor de Ciência Política da Universidade de Syracuse. "É algo extremamente raro, não me lembro de um presidente que tenha feito isso nos últimos anos", afirma Lambright, que pesquisa a relação entre governos e ciência há anos. A questão agora é quais consequências essa posição inédita pode ter. A eleição e depois Vários cientistas associam os incêndios na costa oeste dos EUA às mudanças climáticas, mas tal relação foi rejeitada por Trump na semana passada EPA/BBC Com quase 200 mil mortes por covid-19, os Estados Unidos são o país do mundo mais atingido pela pandemia, fato que se tornou um assunto decisivo para as eleições de novembro. Embora Trump demonstre apostar tudo em uma vacina que possa ser disponibilizada o mais rápido possível, a oposição democrata o acusa de politizar a questão e de ter falhado no combate ao coronavírus — inicialmente minimizando-o. "Confio em vacinas. Confio nos cientistas. Mas não confio em Donald Trump", disse Joe Biden, rival e candidato democrata à presidência. "E, neste momento, o povo americano tampouco pode (confiar)." Biden também criticou Trump na segunda-feira (14) por suas posições sobre o aquecimento global, chamando-o de "piromaníaco climático". O presidente, que ao longo da sua gestão cortou diversas regulamentações ambientais, atribuiu os incêndios na Califórnia ao manejo florestal falho, embora grande parte das florestas naquele Estado sejam controladas pelo governo federal. Assim, o tema das mudanças climáticas também entrou na reta final da campanha eleitoral. As pesquisas sugerem que as políticas ambientais e a pandemia preocupam a maioria dos americanos, mas as opiniões variam amplamente, dependendo da posição partidária. Joe Biden caracterizou Trump como um 'piromaníaco climático' Reuters/Mark Makela Por exemplo, menos de um terço dos americanos (31%) confia nas afirmações de Trump sobre o coronavírus, enquanto a maioria (55%) confia no CDC, apontou uma pesquisa da emissora de TV NBC News do mês passado. No entanto, entre os republicanos, o nível de confiança nos comentários do presidente mais do que dobra: 69%. Sobre as mudanças climáticas, uma pesquisa do Pew Research Center de outubro indicou que dois terços dos americanos (67%) acreditavam que o governo não estava fazendo o suficiente para reduzir seus efeitos. Mas enquanto 71% dos democratas consideram as políticas de mudança climática desejáveis, dois terços dos republicanos (65%) acreditam que tais políticas não fazem diferença ou fazem mais mal do que bem ao meio ambiente. Assim, o impacto eleitoral que seus ataques com a ciência podem ter é incerto — ainda mais considerando que Trump aparece vários pontos atrás de Biden em diferentes pesquisas de intenção de voto. "Não vejo como isso pode ajudá-lo, (mas) com sua forte base de apoiadores, nada parece prejudicá-lo", analisa Robert Erikson, professor de Ciência Política na Universidade de Columbia e especialista em opinião pública e eleições, em entrevista à BBC News Mundo. Em sua opinião, Trump parece estar apelando "para aquela parte de sua base que é cética em relação à ciência, mas é claro que as consequências de longo prazo disso podem ser desastrosas". Lambright, por sua vez, também alerta que o atual presidente pode ter aberto um precedente para futuros governos. "Os sucessores de Trump podem não ser tão radicais quanto ele", diz ele, "mas serão menos relutantes em desafiar os cientistas quando isso estiver de acordo com suas posições políticas". Initial plugin text
O evento consistiu em uma série de violentas explosões vulcânicas e fez com que os dinossauros se tornassem a espécie dominante por 165 milhões de anos. Lava é expelida pelo Vulcão de Fogo, visto da comunidade de San Antonio em Colima, no México, no domingo (12). Centenas de pessoas foram removidas da região e um aeroporto foi fechado por medo de esta se tornar uma das maiores erupções do vulcão Hector Guerrero/AFP Enormes erupções vulcânicas há 233 milhões de anos lançaram dióxido de carbono, metano e vapor d'água na atmosfera. Essa série de explosões violentas, na região onde hoje está a costa oeste do Canadá, levou a um aquecimento global massivo. Uma nova pesquisa revelou que este foi um evento de extinção em massa que alterou o planeta, matou muitos dos tetrápodes dominantes e anunciou a aurora dos dinossauros. O enigma da inóspita nuvem de Vênus que pode ter vida extraterrestre Anúncio de sinal de vida em Vênus é 'imprudente' e 'precipitado', diz astrofísica brasileira associada à Nasa A extinção em massa mais conhecida ocorreu no final do período Cretáceo, há 66 milhões de anos. Foi quando os dinossauros, pterossauros, répteis marinhos e amonoides morreram. Esse evento foi causado principalmente pelo impacto de um asteroide gigante que escureceu a luz do sol e causou escuridão e congelamento, seguido por outras perturbações maciças dos oceanos e da atmosfera. Geólogos e paleontólogos concordam com uma lista de cinco desses eventos, dos quais a extinção em massa do fim do Cretáceo foi o último. Portanto, nossa nova descoberta de uma extinção em massa até então desconhecida pode parecer inesperada. No entanto, esse evento, denominado Carnian Pluvial Episode (CPE), parece ter matado tantas espécies quanto o asteroide gigante matou. Os ecossistemas terrestres e marítimos foram profundamente alterados, à medida que o planeta ficou mais quente e seco. Em terra, isso desencadeou mudanças profundas nas plantas e nos herbívoros. Por sua vez, com o declínio dos tetrápodes herbívoros dominantes, como rincossauros e dicinodontes, os dinossauros tiveram sua chance. Um dos mais completos esqueletos de T-rex vai a leilão e pode ultrapassar os US$8 milhões Mike Segar/Reuters Os dinossauros se originaram cerca de 15 milhões de anos antes e nosso novo estudo mostra que, como resultado do CPE, eles se expandiram rapidamente nos 10 milhões a 15 milhões de anos subsequentes e se tornaram a espécie dominante nos ecossistemas terrestres. O CPE desencadeou a "era dos dinossauros", que durou mais 165 milhões de anos. Não foram apenas os dinossauros que tiveram uma oportunidade. Muitos grupos de tetrápodes modernos, como tartarugas, lagartos, crocodilos e mamíferos, datam dessa recém-descoberta época de revolução. Seguindo as pistas Este evento foi notado pela primeira vez, de forma independente, na década de 1980. Mas pensava-se que estava restrito à Europa. Primeiro, geólogos na Alemanha, Suíça e Itália reconheceram uma grande rotatividade entre as faunas marinhas há cerca de 232 milhões de anos, denominado Rheingraben. Então, em 1986, foi reconhecido independentemente como uma mudança em escala global entre tetrápodes e amonoides. Mas, naquela época, o processo de determinação da idade era muito mais fraco do que agora e era impossível ter certeza se ambos eram o mesmo evento. As peças do quebra-cabeça começaram a se encaixar quando um episódio de cerca de 1 milhão de anos de climas úmidos foi reconhecido em todo o Reino Unido e em partes da Europa pelos geólogos Mike Simms e Alastair Ruffell. Então, o geólogo Jacopo dal Corso identificou uma coincidência no momento do CPE com o pico das erupções dos basaltos de Wrangellia – um termo que os geólogos dão a uma placa tectônica estreita que está ligada à costa oeste do continente norte-americano, ao norte de Vancouver e Seattle. Finalmente, em uma revisão das evidências de rochas com idade triássica, a assinatura do CPE foi detectada — não apenas na Europa, mas também na América do Sul, América do Norte, Austrália e Ásia. Este estava longe de ser um evento exclusivo para a Europa. Foi global. Placas tectônicas BBC Erupções vulcânicas As enormes erupções de Wrangellia liberaram dióxido de carbono, metano e vapor d'água na atmosfera, levando ao aquecimento global e ao aumento das chuvas em todo o mundo. Houve até cinco pulsos de erupções associadas a picos de aquecimento de 233 milhões de anos atrás. As erupções levaram à chuva ácida, pois os gases vulcânicos se misturaram à água da chuva para banhar a Terra em ácido diluído. Oceanos rasos também sofreram acidificação. O forte aquecimento expulsou plantas e animais dos trópicos e a chuva ácida matou plantas em terra, enquanto a acidificação do oceano atacou todos os organismos marinhos com esqueletos carbonáticos. Isso removeu a superfície dos oceanos e da terra. Coluna de fumaça provocada pela erupção do Monte Sinabung, em Sumatra, na Indonésia, na segunda-feira (10) Antara Foto/Sastrawan Ginting/via Reuters A vida pode ter começado a se recuperar, mas quando as erupções cessaram, as temperaturas permaneceram altas enquanto as chuvas tropicais cessaram. Isso é o que causou a subsequente secagem da terra em que os dinossauros floresceram. O mais extraordinário foi a reformulação da fábrica de carbonato marinho. Esse é o mecanismo global pelo qual o carbonato de cálcio forma grandes espessuras de calcários e fornece material para organismos como corais e moluscos construírem suas conchas. O CPE marcou o início dos recifes de coral modernos, bem como de muitos dos grupos modernos de plâncton, sugerindo mudanças profundas na química dos oceanos. Antes do CPE, a principal fonte de carbonato nos oceanos vinha de ecossistemas microbianos, como montes de lama dominados por calcário, nas plataformas continentais. No entanto, depois do CPE, isso passou a ser impulsionado por recifes de coral e plâncton, onde novos grupos de microrganismos, como dinoflagelados, apareceram e floresceram. Essa mudança profunda nos ciclos químicos fundamentais dos oceanos marcou o início dos ecossistemas marinhos modernos. E haverá lições importantes sobre como ajudamos nosso planeta a se recuperar das mudanças climáticas. Os geólogos precisam investigar os detalhes da atividade vulcânica de Wrangellia e entender como essas erupções repetidas impulsionaram o clima e mudaram os ecossistemas da Terra. Houve uma série de extinções em massa induzidas por vulcanização na história da Terra e as perturbações físicas, como aquecimento global, chuva ácida e acidificação dos oceanos, estão entre os desafios que vemos hoje. Os paleontólogos precisarão trabalhar mais de perto com os dados de registros fósseis marinhos e continentais. Isso nos ajudará a entender como a crise se desenrolou em termos de perda de biodiversidade, mas também a explorar como o planeta se recuperou. VÍDEOS: Notícias de ciência e saúde
Soumya Swaminathan alertou que futura vacina não será capaz de controlar sozinha a pandemia e que países precisarão de um 'pacote de intervenções'. Pessoas usam máscara de proteção contra o novo coronavírus no centro de Madri nesta sexta-feira (18) Manu Fernandez/AP A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, afirmou nesta segunda-feira (21) que uma vacina contra a Covid-19 com 50% de eficácia ainda será capaz de ajudar a conter a pandemia. Apesar disso, Soumya alertou que "uma vacina com menos de 30% talvez não seja muito eficaz". "Não alcançaremos o nível de imunidade pretendido", explicou a cientista-chefe da OMS. Espanha impõe restrições a mais de 850 mil para conter casos de Covid-19 No caso da futura vacina contra o coronavírus não se aproximar dos 100% de eficácia, ela precisará ser usada pelos países de maneira estratégica. "Então, teremos dois cenários: uma vacina a ser usada como prevenção e outra a ser usada em surtos", disse Swaminathan. "Precisamos ver [a solução] como um pacote de intervenções para que a pandemia seja controlada, incluindo o lado da prevenção, dos tratamentos e dos diagnósticos", alertou a cientista-chefe. Mais de 200 vacinas são testadas contra o coronavírus e, segundo a OMS, 9 dessas candidatas fazem parte do portfólio da aliança global Covax, que garantirá a compra e distribuição da vacina contra a Covid-19 aos países membros. Covax começará os trabalhos Ainda nesta segunda-feira (21), a OMS anunciou que a Covax começará os trabalhos nos próximos dias. Doença que pausou testes da AstraZeneca pode não ter relação com a vacina, diz Oxford ESPECIAL: Candidatas a vacina para a Covid-19 Covax, a coalizão para garantir vacina contra coronavírus às nações mais pobres Governo brasileiro 'confirma intenção' de aderir à Covax, iniciativa que busca vacina para Covid-19 O CEO da Vaccine Alliance, órgão que lidera a iniciativa Covax junto com a OMS, Seth Berkley, explicou que, nos próximos dias, os países membros assinarão os termos do acordo. Segundo o CEO, o número de adesão à iniciativa foi menor do que o anunciado anteriormente. "Mais de 156 economias trabalharão juntas para garantir a vacina por meio da Covax", informou Berkley, afirmando que, mesmo que abaixo da expectativa de adesão, esta é a primeira vez que 64% dos países se unem para garantir uma vacina ao mundo. Até o dia 14, cerca de 170 países haviam anunciado o interesse em entrar para a Covax, entre eles, o Brasil. Berkley informou que outros 38 países confirmarão nos próximos dias se de fato irão aderir à Covax. "Eles ainda não aderiram, mas demonstraram interesse em aderir." "Em seguida [aos acordos assinados com os países membros], na próxima fase dos trabalhos, começaremos a assinar os acordos formais com os produtores e desenvolvedores das vacinas”, disse o CEO da Vaccine Alliance. “A Covax está aberta para começar a funcionar agora”, garantiu o líder do Acelerador ACT, Bruce Aylward, que também participa da Covax. Doses a serem garantidas A Diretora do Departamento de Imunização e Vacina da OMS, Kate O´Brien, explicou que ainda não há um número exato de doses que serão compradas, uma vez que a aliança precisa primeiro ter certeza de quantos países irão aderir à Covax, mas que o objetivo é adquirir ao menos 2 bilhões de doses. "A quantidade de dois bilhões de doses se baseia em vacinas que precisam de duas doses", informou O´Brien. Até o momento, a Covax já garantiu, segundo Berkley, 850 milhões de doses. Contudo, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesu, lembrou que, muitas das candidatas que fazem parte do portfólio da Covax ainda podem fracassar. "Quatro de cada cinco vacinas não chegam à sua comercialização, então precisaremos de muito mais acordos para chegar ao número de doses que queremos", explicou Tedros. Até esta segunda, o mundo registrou mais de 958 mil mortes por coronavírus e quase 31 milhões de casos confirmados em 216 países de acordo com a OMS. VÍDEOS: novidades sobre a vacina contra a Covid Initial plugin text
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