Ciência e Saúde
Diretriz de Prevenção Cardiovascular vai citar a espiritualidade, além de outros temas, como pressão alta, diabetes, obesidade, colesterol e tabagismo. Segundo médico, uma pessoa que está de bem consigo mesma é 'menos propensa a ter qualquer alteração no sistema cardiovascular'. Congresso de cardiologia em Porto Alegre destaca a importância da espiritualidade No Congresso Brasileiro de Cardiologia, que ocorreu neste fim de semana em Porto Alegre, médicos debateram problemas cardiovasculares e outras questões relacionadas com a saúde do coração. Um dos temas abordados foi a importância da inclusão da espiritualidade no atendimento ao paciente. Conforme o presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Oscar Dutra, a Diretriz de Prevenção Cardiovascular vai citar a espiritualidade e fatores psicossociais, além de outros temas, como pressão alta, diabetes, obesidade, colesterol e tabagismo. Sobre a parte espiritual, a orientação é de que o médico pergunte ao paciente sobre o assunto. "Isso é uma das normas que recomendamos na diretriz, o médico deve abordar 'você é religioso?', 'que religião você segue?', 'qual a sua tendência religiosa?'. As pessoas se abrem e contam a respeito disso. Mas isso não é feito com regularidade por conta do médico, o médico tem medo de daqui a pouco não ter resposta para tudo aquilo que o paciente está respondendo ou questionando. É um tema novo, um tema interessante", afirma. Dutra relata os benefícios que a espiritualidade pode trazer, e cita uma diminuição na probabilidade das pessoas desenvolverem problemas no sistema cardiovascular. "Quando uma pessoa está de bem consigo mesma, ela é bem mais tranquila, menos raivosa, menos propensa a ter alteração no sistema cardiovascular, pressão alta, aumento da frequência cardíaca, ou mesmo, arritmias", afirma. "Uma pessoa que tem alterações na sua espiritualidade, tem alterações no seu mecanismo de controle cardiovascular. Vou dar um exemplo, quando a gente está de bem, uma coisa que a gente ouve é 'Tô de bem com a vida'. Estar de bem com a vida significa que espiritualmente você está muito bem. Se eu estou de bem com a vida, as minhas glândulas que secretam hormônios, vão secretar muito menos. Um exemplo clássico disso é de uma glândula que se chama suprarrenal que é a responsável pela secreção de um hormônio, que é normal, mas que secretado em excesso traz problemas, como a adrenalina. Adrenalina aumenta a frequência cardíaca, adrenalina aumenta a pressão arterial, então isso é uma das consequências de não estar bem espiritualmente, não estar bem consigo mesmo", acrescenta. Dutra acrescenta que há uma diferença entre espiritualidade e religião. Conforme o cardiologista Mário Borba, o importante é que a pessoa consiga realizar uma reflexão. "Naquele paciente muitas vezes ateu, ou agnóstico, mas que aceita fazer um processo de meditação, aceita ter umas experiências mais contemplativas em relação à vida, que aceita fazer reflexões pessoais, esses pacientes que buscaram uma meditação, mesmo que não seja uma meditação religiosa, eles também tiveram benefício, e um benefício muito grande", afirma. Dutra conta que os médicos estão empolgados com a diretriz. "O campo da espiritualidade é muito antigo, mas explorado no campo médico deve ter 5 anos no máximo", acrescenta. Diretriz de Prevenção Cardiovascular vai citar a importância da espiritualidade para evitar doenças Reprodução/RBS TV Dados preocupantes no RS O coração e os cuidados para controlar a pressão alta, os níveis de açúcar, colesterol e a obesidade, também estiveram no foco do congresso. No evento, surgiram dados preocupantes sobre a saúde dos gaúchos. Na Região Sul, o RS é estado que mais registrou, em 2017, mortes por infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Foram 7.417 mortes por AVC, e 7.207 por infarto.
Desacreditadas na infância, pessoas que não tiveram na figura da mãe o esperado "primeiro amor" encontraram nas redes sociais um local para desabafar, buscar ajuda e entender conceitos como o de "mães narcisistas": "Ela não é um ser sagrado" Se você começa a se identificar em alguma situação, procure ajuda. Não deixe que isso se torne um tema central da vida, porque há o risco de querer se encaixar em todas as situações e atrair todos os outros problemas para validar", alerta o psicanalista Christian Dunker BBC "Eu fui para a minha primeira entrevista de emprego com a camisa toda suja de sangue após levar uma surra." "Ela me acusava de querer ser amante do meu próprio pai." "Deu uma risada e disse: 'pena que você não conseguiu se matar…'" Karina*, Julia* e Larissa* levaram décadas para conseguir contar suas histórias. Quando tentavam, ninguém acreditava: "ingratas", "desnaturadas", "mal agradecidas" eram algumas das críticas que elas ouviram ao falar dos abusos que sofreram das mãos das próprias mães. Com a internet, porém, elas conseguiram. Num fenômeno recente nas redes sociais brasileiras, fazem parte de grupos, comunidades, canais no YouTube e até podcast que abordam as histórias de pessoas que sofreram com o abuso materno: de espancamentos e tortura psicológica à falta de cuidados básicos com a saúde. Cárcere privado Quando era criança, Karina sempre tinha um pedido quando os parentes ou amigos de seus pais iam visitá-los: "me leva pra sua casa?" Hoje com 53 anos, a jornalista lembra que fazia de tudo para não ter de ficar no mesmo ambiente em que a mãe. "Eu detestava férias e fim de semana porque significavam espancamentos. Eu era o saco de pancada". Ao conseguir a primeira entrevista de emprego, já aos 20 anos, ela conta que a mãe entrou no banheiro onde ela estava e a espancou com um cinto, até sangrar. Para não se atrasar, foi com a roupa suja de sangue. Há pouco mais de três anos, após um período de afastamento, Karina precisou voltar à casa da família. Havia feito um mau negócio na venda de um apartamento e passou a viver praticamente, diz, em cárcere privado. "A relação com minha mãe deveria ter sido primeiro amor. Viemos ao mundo com essa expectativa, mas quando é estabelecida uma relação tóxica, isso muda toda a sua vida. Eu poderia ganhar o Nobel que ainda não seria suficiente para ela". Karina precisou recomeçar a vida em outra cidade, o Rio de Janeiro, para cortar qualquer contato com a família. A jornalista participa de algumas das páginas nas redes sociais que tratam do abuso materno e que se referem especificamente ao conceito de "mães narcisistas", relacionado ao Transtorno de Personalidade Narcisista. Parte de uma área relativamente nova na comunidade médica, ele é identificado pela Associação Americana de Psiquiatria como uma necessidade patológica "por admiração e falta de empatia pelos outros". De acordo com o psicanalista Christian Dunker, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), pessoas com esse problema também não conseguem lidar com qualquer coisa que seja percebida como crítica, se tornam impacientes ou violentas quando não recebem tratamento especial, tentam diminuir outras pessoas para se sentir superior e tiram vantagem dos outros para conseguir o que querem. "No caso específico das mães que vivenciaram a gravidez, a separação com o bebê, à medida que ele vai crescendo, é sempre difícil. Mas, quando se tem esse transtorno, isso vai virando raiva, ódio. Elas querem os filhos como imagens de si, eles não podem ter autonomia, ser independentes, viver a própria vida. Isso leva a um crescimento muito difícil e deixa um rastro de pessoas inseguras, que não se abrem, com dificuldade de enfrentar a vida", explica. Em apenas uma das páginas sobre o tema, "Narcisismo Materno", no Facebook em português, há mais de 60 mil perfis que acompanham o conteúdo. Um post traz uma imagem com a frase "As coisas não estão ficando piores. As coisas estão sendo expostas": "É triste mas ao mesmo tempo é libertador quando vc descobre que o problema nunca foi você e sim ela", comenta uma participante. 6 características de mães narcisistas Intransigência Não ouvir os outros Reação extremada a críticas Carinhosa na frente dos outros — fria a sós Expectativa de reconhecimento Abusos físicos e psicológicos No YouTube, um vídeo publicado há um ano acumula mais de 127 mil visualizações. Uma psicóloga fala como identificar uma "mãe narcisista" : "Não tem empatia, vai responsabilizar você pelos problemas, é sempre dona da verdade. Só vai te tratar bem se precisar alguma coisa", ilustra a um público que entra numa espécie de comoção coletiva ao encontrar esses sinais nas próprias mães. Ciclo de sofrimento Quando busca as memórias mais antigas da sua infância, a auxiliar de escritório Larissa lembra dos conflitos com a mãe. Desde criança até a adolescência, recorda-se de agressões psicológicas e de se sentir sozinha. "Os meus familiares ficavam todos contra mim, e meus amigos diziam que era uma blasfêmia eu falar mal dela", lembra. De uma família evangélica em São Paulo, ouvia da mãe que era fruto de uma gravidez indesejada. Dentro de casa, viveu um "ciclo de sofrimento": foi agredida diversas vezes quando criança, ouvia críticas sobre sua aparência durante a adolescência e chegou a tentar o suicídio, aos 18 anos. Alguns anos mais tarde, ao confrontar a mãe sobre a situação, ouviu que era uma "pena" ela não ter morrido. "Ela dizia que não ia deixar eu ser feliz nunca e que queria que eu tivesse morrido. Fiquei em choque, mas também fui compreender que isso não era algo normal", diz a mulher de 36 anos, que resolveu cortar os laços familiares completamente aos 31, após ler sobre o transtorno. Hoje, Larissa administra a página "Nem toda mãe é boa" no Facebook e ajuda outras pessoas a identificarem os abusos que sofrem. Já na casa da designer Julia, no Rio Grande do Sul, notas baixas na escola primária eram motivo para humilhações. Ela não recebia qualquer tipo de ajuda em casa e a mãe se recusava a levá-la até a um ginecologista: "A mãe do meu namorado na época, quando eu tinha 18 anos, foi quem me levou pela primeira vez. Eu nem sabia que eu precisava me cuidar", relata. "Eu detestava férias e fim de semana porque significavam espancamentos. Eu era o saco de pancada", contou Karina à BBC News Brasil BBC Com um pai ausente, a mãe dizia que iria "arrebentá-la" e "matá-la" em diversas brigas. Em uma ocasião, chegou a ter o dedo quebrado. E nem quando a mãe teve um câncer e Helena precisou largar o emprego para cuidar dela, os abusos cessaram. Falando de narcisismo "Eu sempre fui uma presa fácil para ela. Ela ficou muito debilitada e começou a me culpar pela doença, dizia que vida dela era um inferno por minha causa e dizia que eu queria roubar o meu pai dela". Depois do tratamento, Helena saiu de casa e foi morar no Rio de Janeiro e, em seguida, em Londres, com zero contato com a mãe: "Passei a vida dando segunda chance e agora acabou". De acordo com o psicoterapeuta americano Les Carter, autor de livros e produtor de vídeos em inglês sobre o assunto, a demora em perceber o problema vem da falta de educação sobre questões psicológicas, tanto no Brasil quanto no exterior. "Idealmente, jovens deveriam se envolver em discussões sobre como a vida funciona, como as pessoas diferem em tipos e temperamento, como entender as emoções e gerenciar conflitos. Mas poucas pessoas se tornam adultas com o básico desse conhecimento", destacou em entrevista à BBC News Brasil. Autora do primeiro livro em português sobre a relação específica desse transtorno com a maternidade, o "Prisioneiras do Espelho", a terapeuta brasileira radicada em Luxemburgo Michele Engelke reforça que esse problema é "difícil de ser detectado", já que as pessoas que o têm não costumam procurar ajuda. Mas que, "se você aprende que nem toda mãe é boa, diminui as chances de sofrer abuso por muito tempo". Apesar de o assunto estar no radar de especialistas há alguns anos, ainda há um certo preconceito entre os profissionais da área, segundo Christian Dunker. "Como as características narcisistas de uma forma geral estão muito populares na nossa cultura, na vida cotidiana, muitos acabam deixando passar quando isso se torna um problema patológico. Só que é muito grave", relata. O psicanalista destaca ainda que o transtorno muitas vezes está ligado a outros problemas, como bipolaridade e transtorno borderline, que é um padrão de comportamento relacionado à instabilidade nos relacionamentos interpessoais e emotivos. O que se deve fazer Com essa falta de profissionais e diagnósticos, a internet acaba sendo o principal espaço para se discutirem as questões relacionadas ao narcisismo materno. Quando criou a página "Mães Narcisistas", há pouco mais de dois anos, Marcela* já imaginava que alcançaria um grande público com o seu conteúdo em português. "São pessoas que querem conversar e não podem. E eu sabia que muitas meninas passavam por isso dentro de casa, como eu ", diz. Ela também produz vídeos e podcast no YouTube para tratar sobre o assunto. Especialistas alertam, entretanto, que o conteúdo online não deve substituir o acompanhamento clínico. "As redes ajudam a melhorar esse sentimento de solidão, injustiça. Você entende que não está sozinho no mundo. Mas não pode substituir o processo transformativo. Se você começa a se identificar em alguma situação, procure ajuda. Não deixe que isso se torne um tema central da vida, porque há o risco de querer se encaixar em todas as situações e atrair todos os outros problemas para validar", explica Dunker. O psicanalista alerta que, nas comunidades, muitas pessoas podem acabar confundindo um relacionamento conturbado ou uma frieza da mãe com algum transtorno psicológico. Para quem acha que pode estar numa casa onde acontece esse tipo de abuso e não consegue ter um acompanhamento, o conselho é tentar entender que existe um problema na relação e que não é sua culpa. "Mesmo que ninguém à sua volta esteja te validando, mantenha-se verdadeiro a si mesmo. Tenha um diário para relatar essas situações, leia a respeito para que, quando você tiver autonomia financeira, seja mais fácil de se libertar", orienta Michele Engelke. Os sinais de que uma pessoa pode ter o Transtorno de Personalidade Narcisista incluem nunca mudar de opinião e não ouvir os outros; ser carinhosa na frente de outras pessoas e ter um comportamento totalmente diferente quando está a sós; ter uma reação exacerbada a críticas; e exigir ser reconhecida pelos seus atos. Todas essas reações acabam levando a abusos psicológicos e físicos. Para Karina, Julia e Larissa, o distanciamento completo da mãe foi essencial para que eles recomeçassem a vida. Entenderam que sofreram abusos e se permitiram buscar um acompanhamento psicológico. Segundo os especialistas, dependendo do nível de conflito na relação, o "contato zero" de fato acaba se tornando a única solução. Em comum, as três também dizem que não querem ter filhos. "Foi tão traumático que o meu maior medo é ter um filho e repetir esse comportamento com ele, mesmo não querendo", ilustra Karina. Para Michelle Engelke, que introduziu o tema a diversas "filhas" de narcisistas que participam das comunidades nas redes sociais no Brasil, está mais do que na hora de conversar a respeito disso: "A mãe não é um ser sagrado. Ela é mãe, mas pode cometer erros e ser abusiva". *Os nomes foram trocados para proteger a identidade das entrevistadas
As pessoas focam apenas no aspecto financeiro, esquecendo-se de que este é também um exercício psicológico, diz professora da Harvard Business School Se você fizer uma busca na internet, a palavra aposentadoria vem acompanhada de imagens de homens e mulheres de cabelos grisalhos, quase sempre esbeltos, fazendo surfe, andando de moto, dançando numa praia deserta e uma série de bobagens difíceis de encontrar no mundo real. Na vida como ela é, de acordo com a professora Teresa Amabile, da Harvard Business School, os primeiros meses fora do ambiente profissional podem envolver uma crise existencial de contornos até dramáticos. Sob seu comando, um time de pesquisadores entrevistou, durante quatro anos, 120 profissionais de diferentes partes dos Estados Unidos a respeito da sua visão sobre sair de cena. O estudo mostrou que, no começo, havia uma sensação de relaxamento e bem-estar com a nova situação, que logo deixava de existir – o que surpreendia a maioria. “As pessoas que planejam a aposentadoria focam apenas no aspecto financeiro, esquecendo-se de que este é também um exercício psicológico e que envolve seus relacionamentos. Temos que pensar em quem queremos ser quando nossa carreira formal terminar”, afirma a professora, que, aos 69 anos, se encontra nesse período de transição e atualmente tem uma carga horária menor. A professora Teresa Amabile, da Harvard Business School: “as pessoas que planejam a aposentadoria focam apenas no aspecto financeiro, esquecendo-se de que este é também um exercício psicológico” YouTube Segundo a professora Teresa Amabile, que apresentou os resultados preliminares do levantamento no encontro anual da Academy of Management, é importante construir o que chama de “ponte de identidade”. Entre os entrevistados, muitos que tinham netos passaram a dar mais assistência aos filhos, cuidando das crianças e adolescentes ou ajudando nos deveres de casa. Havia os que redescobrem antigas paixões, como desenhar, pintar, ou fazer marcenaria. Alguns revisitaram sua trajetória em profundidade, concluindo que não sentiam qualquer prazer na antiga ocupação, e dessa forma superaram o “luto” da perda do sobrenome corporativo. Abrir um pequeno negócio ou dedicar-se a trabalho voluntário foram outras alternativas citadas. Ela diz que as empresas poderiam ajudar no processo, criando uma espécie de ritual para a despedida do empregado que mostrasse como seu trabalho foi apreciado: “se a companhia trata as pessoas com dignidade e respeito, indicando que elas são valorizadas, isso tem um efeito positivo na transição”.
Pesquisa da Alzheimer's Disease International divulgada neste sábado (21) mostra que ainda há muitas dúvidas sobre a doença: maioria das pessoas acha que a demência é uma etapa normal da vida e que irá desenvolvê-la em algum momento. Qual a diferença entre Alzheimer e esquecimento? A maioria das pessoas não vê a demência como uma doença, mas sim como uma consequência normal do envelhecimento, de acordo com pesquisa divulgada neste sábado (21) pela Alzheimer's Disease International (ADI), uma federação de associações que trabalham na conscientização, no combate à doença e no apoio a pacientes e famílias. Segundo a ADI, isso é um exemplo de como é preciso oferecer esclarecimento sobre o Alzheimer. Este sábado é o Dia Mundial da Doença de Alzheimer e, durante todo o mês de setembro, são realizadas ações em todo o mundo para conscientização. OMS: Casos de demência vão triplicar e chegar a 152 milhões de pessoas até 2050 O relatório da ADI, fruto de uma ampla pesquisa, diz que ainda existe um grande "estigma" sobre as pessoas com Alzheimer. Por exemplo, a ideia de que as pessoas que vivem com a doença são "um peso para a família", ou para o sistema de saúde, que são pessoas "sem esperança" ou incapazes de falar por si mesmas. O relatório afirma também que: 95% dos participantes acreditam que irão desenvolver demência durante sua vida; 78% dos participantes estão preocupados quanto a desenvolver demência em algum momento; 1 em cada 4 pessoas acredita que não há nada que você possa fazer em relação a demência; Mais de 85% dos entrevistados que vivem com demência afirmam que sua opinião não é levada a sério; Cerca de 20% dos entrevistados manteriam em segredo seu diagnóstico. Para reduzir esse estigma, as estratégias mais eficazes têm sido oferecer educação especializada sobre a demência; ter contato social com pessoas que vivem com demência; defender publicamente os direitos dessas pessoas e criar políticas públicas para essas pessoas. Entenda, abaixo, quais são alguns dos principais sinais da doença de Alzheimer e o que pode ser feito para prevenir. No Brasil, segundo dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, são registrados 55 mil novos casos de demências todos os anos, a maioria decorrentes do mal de Alzheimer. Pixabay Quais os sinais da doença? A perda de memória nos idosos faz parte do envelhecimento fisiológico. Nem todo problema de memória tem relação com Alzheimer. Especialistas explicam que é preciso diferenciar os tipos de alteração de memória e buscar ajuda médica assim que se perceber algo errado. Existem três tipos de perda de memória: Tipo 1: Não resgatar – à medida que a idade avança, o cérebro torna-se mais lento para a busca de informações na memória. Este tipo de queixa é muito comum em idosos. Essa queixa não sinaliza o início de Alzheimer. Tipo 2: Não retomar – dificuldade para manter uma memória ‘pausada’ por curtos espaços de tempo, enquanto muda-se o foco da atenção. Também não é um tipo de perda de memória que esteja ligada ao início de Alzheimer. Tipo 3: Não registrar – dificuldade para formar novas memórias. Esse tipo de perda deve ser investigado. O neurologista Andre Palmini e o cardiologista e geriatra Roberto Miranda contaram ao Bem Estar que é possível identificar o Alzheimer e reduzir os riscos e danos que a doença provoca conforme vai avançando. Atente-se aos sinais: Dificuldade de memorizar coisas novas; Repetir várias vezes a mesma pergunta ou história; Sinais de desorientação (se perder na rua, metro, ônibus); Ter problemas para administrar o dinheiro; Errar receitas que sempre soube fazer muito bem. Fatores de risco: A idade é o mais reconhecido fator de risco; A influência genética pode representar de 1% a 5% dos casos; O Alzheimer afeta mais as mulheres do que os homens; Estilo de vida: hábitos como beber em excesso, fumar, dieta rica em gordura, estresse, sedentarismo podem ser ruins para a saúde em geral, especialmente a do cérebro. Esquecer as chaves não é sinal de Alzheimer Dicas essenciais para prevenção A primeira dica é clássica: ter hábitos saudáveis. Boa alimentação e exercícios físicos ajudam a saúde como um todo. Uma alimentação rica em folhas verdes, por exemplo, pode retardar em quase dez anos a perda de memória. Já a atividade física aumenta a formação de um tipo de proteína que ajuda a fazer as conexões entre um neurônio e outro, aumentando a capacidade das conexões e, consequentemente, da memória. A segunda dica é: manter o cérebro ativo. Uma pessoa que leu muito ao longo da vida, teve muitos amigos, teve uma vida ativa também na idade avançada, comeu bastante folhas verdes, não tem diabetes, depressão, tem grandes chances de ter uma memória boa e risco mais baixo de ter Alzheimer. Estudos mostram que a pessoa começa a dar sinais de Alzheimer de 10 a 15 anos antes do diagnóstico da doença. Apesar de não ter cura, o diagnóstico no início pode ajudar a retardar a progressão da doença. Por isso, é preciso ficar atento aos sinais.
A BBC apresenta as principais evidências e incógnitas recentes sobre se o alimento é um herói ou vilão. Herói ou vilão? A BBC tenta te responder de uma vez por todas Getty Images Os ovos têm vários atributos a seu favor: estão amplamente disponíveis, são acessíveis, fáceis de cozinhar e cheios de proteínas. "O ovo 'é feito' para ser algo com todos os componentes certos para o crescimento de um organismo, portanto, obviamente, ele é rico em nutrientes", diz Christopher Blesso, professor associado de ciência nutricional da Universidade de Connecticut, nos EUA. Comer ovos junto com outros alimentos também pode ajudar nosso corpo a absorver mais vitaminas. Por exemplo, um estudo descobriu que adicionar um ovo à salada pode aumentar a quantidade de vitamina E que nosso organismo incorpora. Mas outra característica do ovo o tem colocado algumas vezes na categoria de "vilão" da saúde: o seu alto teor de colesterol, que costuma ser associado a um risco aumentado de doenças cardíacas. Uma gema de ovo contém cerca de 185 miligramas de colesterol, que é mais da metade da quantidade diária de 300 mg de colesterol recomendada por órgãos americanos até recentemente. Isso significa que os ovos, em vez de serem um alimento ideal, podem estar na verdade nos prejudicando? O colesterol, uma gordura amarelada produzida no fígado e no intestino, pode ser encontrada em todas as células do nosso corpo. Normalmente pensamos nele como "ruim", mas na verdade o colesterol é um componente essencial das membranas celulares. Ele é também necessário para que o corpo produza a vitamina D e os hormônios testosterona e estrogênio. Produzimos todo o colesterol que precisamos, mas ele também é encontrado em produtos animais que consumimos, como a carne vermelha, camarão e ovos, além de queijo e manteiga. O colesterol é transportado pelo corpo por moléculas de lipoproteínas no sangue. Cada pessoa tem uma combinação diferente de vários tipos de lipoproteínas, e nossa composição individual desempenha um papel determinante no risco de desenvolver doenças cardíacas. O colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL) – conhecido como colesterol "ruim" – é transportado do fígado para as artérias e tecidos do corpo. Os pesquisadores dizem que isso pode resultar no acúmulo de colesterol nos vasos sanguíneos e aumentar o risco de doenças cardiovasculares. O colesterol é encontrado em produtos de origem animal como carne bovina e ovos Getty Images Mas os cientistas não estabeleceram qualquer vínculo definitivo sobre o consumo de colesterol e o aumento no risco de doenças cardiovasculares. Até por isso, as diretrizes alimentares dos EUA não indicam mais restrições ao colesterol, nem no Reino Unido. Em vez disso, enfatiza-se a limitação da quantidade de gordura saturada que consumimos, o que sim pode aumentar o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. Alimentos que contêm gorduras trans, em particular, aumentam nossos níveis de LDL. Embora algumas gorduras trans estejam naturalmente em produtos de origem animal, a maioria é produzida artificialmente e é encontrada em níveis mais altos em margarinas, salgadinhos, alimentos fritos e assados, como bolos e donuts. Enquanto isso, junto com os camarões, os ovos são os únicos alimentos ricos em colesterol e com baixos níveis de gordura saturada. "Enquanto o colesterol nos ovos é muito maior do que na carne e outros produtos de origem animal, a gordura saturada aumenta o colesterol no sangue. Isso vem sendo demonstrado por muitos estudos há anos", diz Maria Luz Fernandez, professora de ciências nutricionais da Universidade de Connecticut cujas pesquisas mais recentes não encontraram relação entre comer ovos e um aumento no risco de doenças cardiovasculares. A discussão sobre os efeitos dos ovos na saúde mudou em parte porque nossos corpos podem compensar o colesterol que consumimos. "Existem sistemas em vigor (no corpo) para que, para a maioria das pessoas, o colesterol ingerido não seja um problema", diz Elizabeth Johnson, professora associada em ciências nutricionais da Universidade Tufts, nos EUA. Em uma revisão de 40 estudos publicada em 2015, Johnson e uma equipe de pesquisadores não encontraram nenhuma evidência conclusiva sobre a relação entre o colesterol vindo da dieta e doenças cardíacas. "Os seres humanos têm uma boa regulação ao consumir colesterol da dieta, e nesse caso produzem menos colesterol (em seus organismos)", explica. E quando se trata de ovos, o colesterol pode representar um risco ainda menor para a saúde. O colesterol é mais nocivo quando oxidado em nossas artérias, mas a oxidação não acontece com o colesterol dos ovos, diz Blesso. "Quando o colesterol é oxidado, ele pode ser mais inflamatório. Mas nos ovos há todos os tipos de antioxidantes que evitam a oxidação", explica. Alguns alimentos fritos, que contêm gorduras trans, podem aumentar os níveis de colesterol LDL Getty Images A combinação HDL-LDL Além disso, um pouco de colesterol pode realmente fazer bem. O colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL) viaja para o fígado, onde é decomposto e removido do corpo. Acredita-se que o HDL tenha um efeito protetor contra doenças cardiovasculares, impedindo a acumulação de colesterol no sangue. "As pessoas devem se preocupar é com o colesterol que circula no sangue, aquele que leva a doenças cardíacas", diz Fernandez. O que importa é a proporção de HDL para LDL em nossos corpos, pois o HDL elevado neutraliza os efeitos do LDL. No entanto, enquanto a maioria de nós é capaz de regular o colesterol que consumimos com o colesterol que sintetizamos em nossos órgãos, Blesso diz que cerca de um terço das pessoas experimentará um aumento no colesterol no sangue de 10% a 15% após obtê-lo dos alimentos. Experimentos já revelaram também que pessoas magras e saudáveis ​​têm maior probabilidade de ver um aumento no LDL depois de comer ovos. Aqueles que estão acima do peso, obesos ou diabéticos verão um aumento menor no LDL e mais moléculas de HDL, diz Blesso. Portanto, se você é mais saudável, os ovos podem ter um efeito mais negativo do que se estiver acima do peso – mas se você for mais saudável, é mais provável que tenha também bons níveis de HDL, portanto um aumento do LDL provavelmente não é muito prejudicial. Limites para a comprovação de causa-efeito Publicações do início deste ano, no entanto, desafiaram o recente consenso de que os ovos não causam danos à nossa saúde. Em uma delas, pesquisadores analisaram dados de 30.000 adultos acompanhados por uma média de 17 anos e descobriram que cada meio ovo adicional consumido por dia teve associação significativa com um risco maior de doenças cardíacas e morte. O colesterol é prejudicial quando oxidado - mas nos ovos, os antioxidantes impedem que esse processo aconteça Getty Images "Descobrimos que, para cada adicional de 300 mg de colesterol consumidos por uma pessoa, independente da origem do alimento, os riscos aumentaram em 17% para doenças cardiovasculares e 18% para mortalidade por causas diversas", diz Norrina Allen, uma das autoras do estudo e professora associada de medicina preventiva na Universidade Northwestern, nos EUA. "Também descobrimos que cada meio ovo por dia leva a um aumento de 6% no risco de doenças cardíacas e de 8% no risco de mortalidade." Apesar de o estudo ser um dos maiores do gênero a abordar essa relação específica entre ovos e doenças cardíacas, ele tem caráter observacional, não dando indicação de causa e efeito. Também se baseou em um único conjunto de dados autorrelatados – os participantes foram questionados sobre o que comeram no mês ou ano anterior e tiveram seus indicadores de saúde acompanhados por anos. Isso significa que os pesquisadores obtiveram apenas um fragmento do que os participantes estavam comendo, já que as dietas podem mudar com o tempo. E o estudo entra em conflito com estudos anteriores. Vários deles já sugeriram que os ovos são bons para a saúde do coração. Um publicado em 2018 e baseado em dados de meio milhão de adultos na China demonstrou até o oposto: o consumo de ovos estava associado a um menor risco de doenças cardíacas. Aqueles que comiam ovos todos os dias tinham um risco 18% menor de morte por doença cardíaca e 28% menor risco de morte por acidente vascular cerebral em comparação com aqueles que não comiam ovos. Como o estudo anterior, este com dados de chineses também era observacional, o que significa que é impossível demonstrar causalidade: os adultos mais saudáveis ​​da China simplesmente comem mais ovos ou o alimento os torna mais saudáveis? Ou seja, o que vem primeiro, o ovo ou seus benefícios apontados nas pessoas? Esse tipo de incógnita pode fomentar grande parte da confusão que permanece sobre os ovos serem heróis ou vilões. Outros impactos na saúde Embora o debate sobre a relação entre os ovos e as doenças cardiovasculares ainda esteja a pleno vapor, já se sabe outras maneiras pelas quais o alimento influencia nossa saúde. Uma delas é através de um composto presente nos ovos chamado colina, que pode ajudar a nos proteger contra a doença de Alzheimer. Ele também protege o fígado. Mas a colina também pode ter efeitos negativos – e ela nos leva de volta à questão das doenças cardiovasculares. Na microbiota intestinal, a colina é metabolizada e transformada em uma molécula chamada TMO, que é então absorvida no fígado humano e convertida em TMAO – esta sim uma molécula ligada a um risco aumentado de doenças cardiovasculares. As gemas são uma excelente fonte de luteína, que tem sido associada a uma melhor visão Getty Images Blasso se perguntou se comer ovos, e colina por tabela, poderia elevar a TMAO – em estudos, ele descobriu que as pessoas apresentavam níveis elevados da molécula em até 12 horas depois do consumo de ovos. Pesquisas só encontraram até agora aumentos temporários de TMAO após a ingestão de ovos. Blasso compara isso ao aumento temporário de níveis de açúcar no sangue após o consumo de carboidratos – o que por si só não indica a diabetes, constatada apenas quando esses níveis são contínuos. "O problema é quando, em vez de ser absorvida pelo sangue, a colina continua no intestino grosso, onde pode se tornar TMA e depois TMAO", diz Fernandez. "Mas nos ovos, a colina é absorvida e não vai para o intestino grosso, por isso não há aumento do risco de doenças cardíacas." Enquanto isso, os cientistas estão começando a entender outros benefícios dos ovos para a saúde. As gemas, por exemplo, são uma das melhores fontes de luteína, um pigmento que tem sido associado a uma melhor visão e a um menor risco de doenças oculares, por exemplo. Embora os pesquisadores estejam longe de entender as diversas maneiras com que o ovo pode afetar nosso corpo, a grande maioria das pesquisas recentes sugere que o alimento não representa riscos para a saúde – na verdade, tudo indica que ele traz benefícios. Mesmo assim, comer ovos no café da manhã todos os dias provavelmente também não é a opção mais saudável, pelo menos seguindo a famosa recomendação por uma dieta variada.
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